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Maria Izabel a Cachaça mais famosa de Paraty

A cachaça Maria Izabel é produzida de maneira artesanal desde 1996...

Produzir cachaça já era uma tradição, na família paterna, pois Paulo Amaral "Pai de Maria" também foi um dos homens mais importantes da história de Paraty, ele continuou a produção do Pai ( Francisco Lopes da Costa), mas acabou sendo interrompida por volta de 1940 por sua falência, Maria Izabel cresceu na fazenda do Bananal, mas lá não era permitido produzir cachaça em respeito ao seu pai.


No ano de 1994, Maria Izabel deu um grande passo quando resolveu comprar seu divino sítio a beira do mar em Paraty - RJ. Após dois anos começou a elaborar a Cachaça Maria Izabel e retomou a tradição da família.


O início

Logo após se separar do marido sem dinheiro e ocupação e com cinco filhas pra criar, ela lutou e fez de tudo um pouco, como vender bananas, costurou, bordou, cuidou de plantas e também passou a levar pessoas a passeios pelas ilhas de RJ Paraty com seu próprio barquinho. Ao contrário do que alguns possam pensar, a cachaça nunca foi uma paixão da caiçara. Nem surgiu do desejo de resgatar a tradição da família.


A produção que começou em 1996 veio da determinação dessa mulher que, pelas filhas, não podia parar. Maria Izabel prefere pensar que os caminhos tomados ao longo da vida trouxeram-na até aqui. Atualmente território onde mora, o lugar é conhecido como “a casa das sete mulheres”, por causa das seis filhas da produtora: Izabel, Maria, Mabel, Mariza, Maíra, e Maia.





É sempre de pés no chão, e os cabelos e esbranquiçados presos por uma trança que a Maria Izabel produz a cachaça que leva seu nome. No começo, Maria Izabel não tinha a intenção de produzir a cachaça que leva o próprio nome e se tornaria a mais famosa de Paraty. Aliás, ela conta que esse foi um momento bastante constrangedor. Um momento depois, as pessoas já começavam a pedir pela cachaça da Maria Izabel.

“Tem uma Maria Izabel?”, perguntavam. E de boca a boca, o nome pegou! “Pelo menos não estão falando mal!”, sente-se aliviada.


Desde sempre ela se dedica ao preparo de todo o processo, desde a primeira plantação de cana, ao fechamento da garrafa.

"Simplesmente, eu vi um vizinho cortando cana, pedi as pontas, levei de canoa para o sítio e plantei sozinha a primeira cana daqui”. Hoje, o canavial ocupa quatro hectares da fazenda, o restante é mata preservada.

A cana

A Cachaça Maria Izabel é feita a partir da cana do próprio Sítio Santo Antônio, e quando necessário preenchida com as plantações próximas. Ela garante que a moagem seja realizada no mesmo dia da usa colheita, assim evitando a contaminação do mosto no processo de fermentação que se inicia assim que a cana é colhida, diminuindo o teor de acidez.

No sítio, o canavial preenche três hectares, de frente ao mar, contribuindo a concentração de açúcar na cana, isso a torna ideal para na produção da cachaça, levando o crédito de Paraty o mais ilustre produtor de cachaça no século 19.


A Fermentação

Em época de safra, três semanas antes da colheita, o fermento é feito mediante a uma receita que Maria conseguiu através do ensinamento de Pedro Peroca, ele era integrante de uma família que produziu uma cachaça que obteve medalha de ouro no Rio de Janeiro no início do século 20. Situado a descansar, o fermento leva a cerca de vinte dias para se desenvolver sendo então usado durante toda a safra.


O Gotejamento

De 1996 á 2009 não havia energia elétrica, sendo assim o alambique foi construído de maneira que operasse gravidade, prescindindo o uso de equipamentos de uma etapa para outra. Importante como a cana fresca também tem todo o cuidado com a higiene do Alambique. O Mosto é fermentado e depois aquecido, dando início a destilação. Para certificar a qualidade, eles então fazem o "corte" da cachaça, aproveitando somente a parte nobre chamado de "Coração", descartando-se a "cabeça" e o "rabo". Maria Izabel se dedica a todo o processo dando uma honra marcante a Cachaça Artesanal, em cada etapa da produção, desde a plantação da cana até a cachaça chegar na garrafa.


A Destilaria.

A produtora se orgulha em produzir a cachaça com o menor índice de acidez da região. Forte, mas suave: assim como ela.

Quando a destilação se inicia, a produtora acorda às seis da manhã para acender a fornalha. E vê o sol nascer, enquanto toma um chimarrão a espera do pessoal contratado para trazer a cana. A bebida só vai para a garrafa depois de repousar por pelo menos um ano em Tonéis Inox, Carvalho ou Jequitibá.

O engarrafamento é feito conforme a demanda para evitar que os barris fiquem vazios, e se ressequem na entressafra.

É produzido cerca de 7.000L por ano. Apesar das muitas propostas para ampliar a quantidade, Maria Izabel se mantém fiel aos seus princípios. Ela diz que não pensa em fazer coisas grandes, e sim do tamanho que é capaz de fazer.


Envelhecida em barris de Carvalho, entre 1 e 2 anos. Graduação Alcoólica: 42% vol.


Armazenada em tonéis de Jequitibá, por um período mínimo de 12 meses. Graduação Alcoólica 42% vol.


Descansada em Inox, por um período de 12 meses.

Graduação Alcoólica: 44%








O Rótulo

Maria Izabel conta que o rótulo ela ganhou de Liz Calder, que trouxe a festa literária para a Partilha, ela era uma vizinha que ama a cachaça de Maria Izabel, e no processo de registrar a cachaça o rótulo feito pelo, Jeff Fisher e todo o desenho retrata de um sonho de Maria Izabel.









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